Música juiz-forana é o termo usado para descrever a cena musical contemporânea de Juiz de Fora, cidade da Zona da Mata, em Minas Gerais, Brasil. A designação abrange um ecossistema de artistas independentes, bandas e coletivos que mesclam influências de MPB, rock brasileiro, indie rock, samba, bossa nova e a herança mineira do Clube da Esquina.
Caracteriza-se por canções autorais com forte ênfase lírica, arranjos híbridos (violão e guitarra dialogando com percussões brasileiras e timbres modernos) e uma estética urbana-universitária impulsionada por bares, festivais locais e a vida cultural ligada à universidade. O resultado é um som plural, afetivo e artesanal, que alterna entre a introspecção mineira e o swing brasileiro.
Com a consolidação de espaços de show, festivais estudantis e casas de cultura em Juiz de Fora, a cidade viu florescer uma leva de artistas autorais. A proximidade com Belo Horizonte e com o legado do Clube da Esquina, somada ao trânsito cultural com Rio de Janeiro, ajudou a moldar um repertório que cruzava MPB, rock brasileiro e samba.
A difusão de estúdios caseiros, selos e coletivos, além da internet e das rádios e jornais locais, fortaleceu a identidade juiz-forana. Bandas e cantautores passaram a circular por circuitos regionais da Zona da Mata e do interior de Minas, levando o "sotaque" musical da cidade a públicos maiores.
A cena ampliou o leque de sonoridades: indie, pop alternativo, samba-jazz, bossa moderna, soul e elementos eletrônicos. Projetos colaborativos e festivais locais mantêm a renovação de público e de artistas, mantendo a música juiz-forana como um polo criativo mineiro fora dos grandes centros.